sábado, 2 de janeiro de 2016

Somente desejo

Credito da imagem: 'Poeta', quadro de Fco. Javier Rodriguez Rodriguez

Oh! menestrel da solidão!
Com o teu canto encanta-me
Julgas o mundo com as suas canções
Exprime sentimentos com doces palavras.

Até ser tocado pelo fogo da paixão.
O corpo queima, arde de desejo.
Desvairado sentimento que consome meus pensamentos
E o que resta-me é cercear tal desejo.

Nas brumas de meu quarto reprimo os meus instintos
Pondero, alucino o meu gozo de compreender
Que mais terno que as palavras do trovador
Eis tu minha afável musa.

Refúgium


No silêncio soturno do meu quarto
Entrego-me a escuridão.
Visto-me das minhas sombras
E lanço-me aos meus devaneios.



Reflito sobre a morte

A minha companheira de solidão!

Me vejo em um jogo de máscaras,

Onde pessoas escondem-se atrás da religião.







Encotro

Philippe de Champaigne. Still Life With a Skull, c. 1671.
Desespero, angústia, agonia.
Tais sentimentos me leva a cogitar sobre a morte.
Dama bela de qualquer hora
Que chega sem ser esperada.

De lábios frios e cheiro de rosas.
Chega e leva, leva, somente leva
Por que não vejo o brilho dos seus olhos?
Para onde vai o brilho da vida com a sua chegada?

Sinto frio, dor e sede.
Não sinto medo e sim respeito.
Respeito a sua vontade
Se assim quer, me leve para os seus braços amada morte.


Encanto

A morte vem de longe, tão bela e serena
Moça pálida de vestis tão negras.
Que chega somente para quem é vivo.

Encanta-me vislumbrar a tua beleza.
Onde foi a vida com a tua chegada?

Ceifadora da vida assim como o tempo que finda-me os instantes
com um beijo doce e frio roubou-me a alma.
Amaldiçoo você amada morte
Que com tamanho encanto levaste-me a morte.
A jovem e a morte, de Marianne Stokes

É um pássaro? É um avião? Não. É o Übermensch!

image