quarta-feira, 18 de março de 2015

Por uma nação

Vai ser assim!
Tão logo passa
o tempo vive
em mim, Revolução;
Luta, sangue, morte.
Não há mudança
Sem sangue derramar.
Por uma população
consciente e armada!

Desarmar? armar? amar!
Saiba onde atirar.
Quem é inimigo?
Os pobres-burgueses?
Ou,
os burgueses-pobres?
Nenhum nem outro
são os políticos
qu'em devemos (a)tirar.

Eles se esqueceram
de quem deve
servir a quem.
Sou brasileiro sim!
Vamos sim para
as ruas lutar,
com uma única
ideia em mente;
Reforma Política já!

"Não deixarei que morra assim meu Brasil querido,
se for preciso lutarei até a morte."

domingo, 25 de janeiro de 2015

Pena,
Quanta pena eu tenho
do pobre diabo que trabalha
com intento ao vento.

Lamento,
As dores vividas pelos dessabores.
As amarguras que o tempo
me dá, me leve morte.

Quanta pena ainda tenho?
Pena, Lamento, Dores, Morte.
Me falta sorte para transpor
As barreiras da morte.

Não me saí da cabeça
A ideia de usar uma gravata;
Primeiro uma corda,
depois um laço.

Envolta do pescoço aperto
e me lanço no abismo.
Não deixo afrouxar,
pois o tempo corre solto

E assim usaria a minha primeira gravata.
Para encontrar a minha amada morte!





domingo, 11 de janeiro de 2015

Para cada papel em branco existe uma poesia não revelada, mas a alma do poeta consegue enxergar a mais bela lira na composição.
A loucura é como o surrealismo, quando você acha que está entendendo ela se modifica.
Salvador Dalí (Spanish, 1904-1989). Apparition of a Face and Fruit Dish on a Beach, 1938. Oil on canvas. 45 x 57 in. (114.3 x 144.8 cm). The Wadsworth Atheneum, Hartford.Deitados estavam

Sol e Lua

Os mesmos olhos que veem o Sol

são os mesmo olhos que veem a Lua.
A mesma boca que te beija 


é aquela que te xinga.
A mesma mão que te faz carinho


é a mesma mão que te bate.
Cada escolha que fazemos em nossas vidas

anulamos vários universos de possibilidades.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Amor? Amor não existe! O que existe são paixões: paixões efêmeras e paixões intensas. As paixões efêmeras, são aquelas que duram 1 mês ou 1 ano e acaba, já as paixões intensas podem durar a vida toda.

A Maldição bate à porta




Noite adentro ele caminhava desesperadamente para a sombria floresta, a procura de sua filha. Portava em uma das mãos uma lanterna e na outra uma espingarda, queria entender como tudo aconteceu; como a filha tinha sido levada por aquela velha senhora, bondosa e amorosa?
Então já sem forças no coração da terrificante floresta ele se depara com uma luz ao longe, desacelera os passos apagando a lanterna, vê uma pequena casa. Agacha-se perto de um velho cipreste e olha pela janela, ali ele vê algumas silhuetas - são imagens disformes -. Mas ele consegue perceber que era a sua filha e a velha senhora!
Sem pensar duas vezes ele levanta e como se recobrasse todas as forças, avança em direção a porta de madeira e com uma ombrada a coloca abaixo. Ao se levantar do impacto em punhos a espingarda, fica horrorizado com a cena que os seus olhos lhe projeta. Era a filha amarrada em uma cadeira e a velha senhora, com um livro negro nas mãos que continha na capa a seguinte inscrição: “Libro Mortuorum.”
Olha para aquela senhora com a arma apontada em sua direção e lhe faz uma pergunta:
- Por que a senhora esta fazendo isso?!
Virando de repente para ele com os olhos vermelhos, os dentes pontiagudos e o nariz imenso, dando a ela uma aparência aterrorizante. Olhando bem fundo nos olhos dele, como se estivesse procurando a alma pronuncia algumas palavras:
- Pobre homem, seria melhor se não tivesse vindo! Conversus Petrus.
Após proferir essas últimas palavras o homem fica parado como uma pedra, vendo a filha e a velha bruxa. Então se lembra daquele crepuscular chuvoso e como tudo isso aconteceu há três dias.
Continuação…

Dores de um coração arrependido


A minha visão fica turva e lanço-me ao mais profundo mar dos devaneios.
Penso coisas como fadas, gnomos,
sátiros, ninfas, anjos, demônios.
Navego no mar turvo da minha mente tempestuosa
de lúgubre sentimentos. A solidão preenche-me,
esvaziando o coração angustiado por amores não vividos.
Solidão, leve-me embora para bem longe daqui.
Talvez possa deixar-me viver no mundo real,
onde os homens são falsos e canalhas; um verdadeiro animal.
Não sinto vontade de viver
quero muito parar de sofrer.
Lágrimas de sangue escorrem por dentro do meu peito.
Mas para além de tudo isso ainda consigo sorrir
o meu doce riso para as fadas, gnomos, sátiros, ninfas, anjos, demônios
que vivem nos meus mundos fantásticos; na minha fantasia.


Não gosto


Não gosto dos segundos.
Não gosto dos minutos.
Não gosto das horas.
Não gosto dos dias.
Não gosto das semanas.
Não gosto dos meses.
Não gosto dos anos.
Não gosto do tempo, que consome a minha vida.

"Eu não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las"

Voltaire