No mundo dos vivos
Existe a hora morta
Por volta do meio-dia.
Em um sono leve
Quase acordando
Ouço passos de crianças,
O barulho fica mais intenso
E escuto algumas risadas.
Acabo por despertar do sono!
Meio sonolento e quase levantando,
Olho para os pés da cama.
Logo ali parada esta uma garota
Com um vestido negro, pálida como um fantasma.
Os cabelos negros como a noite lhe cobrem o rosto.
No curto instante em que a vi
Percebi que ela me olhava.
De súbito joguei-me para trás e esfreguei os olhos
Olho novamente para os pés da cama
E com o canto dos olhos vejo
Ela ainda olhando para mim
Sumindo pelo corredor.
Crio forças e coragem
Para ir atrás dessa alma penada
Ao chegar na sala ainda escuto as risadas.
Mas nada da menina abantesma que só me observava.
Corri para todos os cantos da casa
E os risos desapareciam.
Para fora da casa caminho na esperança de encontra-lá
Mas nada, nada estava lá somente o vazio!

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