sábado, 10 de janeiro de 2015

A Maldição bate à porta




Noite adentro ele caminhava desesperadamente para a sombria floresta, a procura de sua filha. Portava em uma das mãos uma lanterna e na outra uma espingarda, queria entender como tudo aconteceu; como a filha tinha sido levada por aquela velha senhora, bondosa e amorosa?
Então já sem forças no coração da terrificante floresta ele se depara com uma luz ao longe, desacelera os passos apagando a lanterna, vê uma pequena casa. Agacha-se perto de um velho cipreste e olha pela janela, ali ele vê algumas silhuetas - são imagens disformes -. Mas ele consegue perceber que era a sua filha e a velha senhora!
Sem pensar duas vezes ele levanta e como se recobrasse todas as forças, avança em direção a porta de madeira e com uma ombrada a coloca abaixo. Ao se levantar do impacto em punhos a espingarda, fica horrorizado com a cena que os seus olhos lhe projeta. Era a filha amarrada em uma cadeira e a velha senhora, com um livro negro nas mãos que continha na capa a seguinte inscrição: “Libro Mortuorum.”
Olha para aquela senhora com a arma apontada em sua direção e lhe faz uma pergunta:
- Por que a senhora esta fazendo isso?!
Virando de repente para ele com os olhos vermelhos, os dentes pontiagudos e o nariz imenso, dando a ela uma aparência aterrorizante. Olhando bem fundo nos olhos dele, como se estivesse procurando a alma pronuncia algumas palavras:
- Pobre homem, seria melhor se não tivesse vindo! Conversus Petrus.
Após proferir essas últimas palavras o homem fica parado como uma pedra, vendo a filha e a velha bruxa. Então se lembra daquele crepuscular chuvoso e como tudo isso aconteceu há três dias.
Continuação…

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